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Brotas, SP, Brazil
Sendo uma fazenda estruturada para bem receber, com todo estilo da vida rural, o Areia que Canta oferece diversas atividades de lazer, a culinária da fazenda, passeios deliciosos, uma ampla estrutura para eventos e a experiência inesquecível de estar em meio à Natureza. Para aqueles que apreciam a culinaria de fazenda: todo sábado, o pessoal do restaurante ensina uma nova receita, com direito a degustação! Faça-nos um visita, será um prazer recebe-los aqui!

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sexta-feira

A varzea do rio Jacaré Pepira

O ribeirão Tamanduá atravessa a Fazenda Tamanduá (dai o nome da mesma) e é um curso de água integrado a bacia hidrográfica do rio Jacaré Pepira.

Para quem não conhece o conceito Bacia Hidrográfica, a "bacia" corresponde a uma região geográfica cujas caracteristicas de relevo drenam as águas oriundas das chuvas e das formações de leitos de água (nascentes, córregos, riachos, ribeirões, rios) para porções mais baixas, onde irá se formar um curso de água com maior porte.

A bacia hidrografica do rio Jacaré Pepira (imagem abaixo) ocupa uma área de 2.612 km 2, tendo sua principal nascente localizada na Serra de Itaqueri, próxima a divisa dos municipios São Pedro/ Itirapina/ Brotas (altitude de 960 m) e desagua no rio Tietê, no municipio de Ibitinga (a altitude de sua foz é de aproximadamente 400m).



No mapa acima, as áreas onde há um alargamento dos cursos de água correspondem a várzeas inundáveis (varzeas são planicies marginais a um corpo de água, sujeitas a inundação). O ribeirão Tamanduá é um importante afluente localizado na margem nordeste a montante do rio Jacaré.



As áreas da várzea do rios Jacaré-Pepira, inundadas durante a estação chuvosa, mantêm-se constantemente úmidas pela permanência de lagoas e áreas alagadas (brejos, Florestas Paludosas), mesmo durante as secas.

Essas áreas formam o que a população local chama de  "Pantaninho" (várzea do rio Jacaré-Pepira) e formam um ecossistema com características semelhantes às do Pantanal Mato-grossense, em menores proporções, raridade no Estado de São Paulo. Nessas áreas são encontradas espécies como tamanduá-mirim, veado-campeiro, lobo-guará, onça-parda e até mesmo jacaré-atinga ou jacaré pequeno, ameaçados de extinção, além de diversas espécies de aves, entre as quais patos selvagens e perdizes, também em processo de extinção, além de diversas espécies de peixes.

A proteção destas espécies ameaçadas dependem da formação de Corredores Ecológicos os quais integram diversos pontos onde se localizam porções conservadas da Natureza original (ecossitemas nativos).

Para melhor compreensão, Corredores Ecológicos são áreas que unem os remanescentes florestais possibilitando o livre trânsito de animais e a dispersão de sementes das espécies vegetais. Isso permite o fluxo gênico entre as espécies da fauna e flora e a conservação da biodiversidade. Também garante a conservação dos recursos hídricos e do solo, além de contribuir para o equilíbrio do clima e da paisagem. Os corredores podem unir Unidades de Conservação, Reservas Particulares, Reservas Legais, Áreas de Preservação Permanente ou quaisquer outras áreas de florestas naturais.

No caso da bacia do rio Jacaré Pepira, sua porção alta está integrada a APA (Área de Proteção Ambiental)de Corumbatai e sua porção baixa, a APA de Ibitinga.






Outro conceito abordado aqui é APA: Área de Proteção Ambiental.

A Área de Proteção Ambiental (APA) é uma categoria de Unidade de Conservação, estabelecida pela Lei no 6.902, de 27 de abril de 1981, e é voltada para a proteção de riquezas naturais que estejam inseridas dentro de um contexto de ocupação humana.

Tem como principio promover a articulação do poder público, sociedade civil, núcleos de pesquisa e iniciativa privada para a promoção da gestão ambiental da região abrangida na APA.

O principal objetivo é a conservação de lugares de grande relevancia ambiental (seja paisagística como ecológica) além da utilização racional dos recursos naturais, a manutenção da diversidade biológica e a preservação dos ecossitemas em seu estado original.

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