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sexta-feira

Gostosuras do nosso pomar!

NO POMAR...

A Serigüela, cirigüela ou ciruela (Spondias purpurea) é o nome de uma árvore das anacardiáceas e também do seu fruto. É uma árvore de porte médio, podendo atingir até 7 metros. Originária das Américas (Central e do Sul). A serigüela encontra-se no Cerrado.

Sua frutificação se dá nos meses de outubro e novembro, sendo colhida entre os meses de dezembro e janeiro. Está adaptada a solos fracos e com baixa pluviosidade.

A seriguela dificilmente se propaga por sementes, sendo multiplicada por estacas de 30 a 50 centímetros de comprimento e de 7 a 12 centímetros de diâmetro.

A fruta tem cor laranja-avermelhada e até amarelada quando maduro, com 2,5 centímetros a 5 centímetros de comprimento e 15 a 20 gramas de peso. A camada de polpa é fina, com cerca de 3 milímetros, com um caroço do tamanho de uma azeitona grande. É bastante doce.

O seu consumo é feito de diversas formas, desde in natura até na confecção de sucos, sorvetes e doces. É rico em carboidratos, cálcio, fósforo e ferro, a cirigüela possui ainda outras vitaminas como A, B e C. É eficaz contra anemia, inapetência e a diminuição dos glóbulos brancos.


O abacate, é o fruto comestível do abacateiro (Persea americana), uma árvore da família da laureáceas nativa do México ou da América do Sul, hoje extensamente cultivada - incluindo nas Ilhas Canárias e na ilha da Madeira- e muito popular no Brasil.

São conhecidas mais de 500 variedades, de três origens diferentes: a guatemalteca, a antilhana e a mexicana.

A parte comestível é a polpa verde-amarelada, de consistência mole, que envolve a grande semente. Tem mais de 30% de gorduras (extraída comercialmente da semente, como do mesocarpo do fruto e de aplicação cosmética), é rica em açúcares e vitaminas e possui um dos mais elevados teores de proteínas dentre as frutas.

O abacate era amplamente cultivado antes da conquista espanhola, mas só mereceu a atenção dos horticultores no século XIX.

O nome nahuatl (asteca) do fruto é ahuacatl (o qual significa testículo - analogia com a sua forma), que originou, em espanhol, a palavra aguacate.

O abacate é um fruto arrendondado ou piriforme, de peso médio de 500 a 1.500g. Sua casca varia, em colorido, do verde ao vermelho-escuro, passando pelo pardo, violáceo ou negro. As suas duas principais variedades são a Strong (cor verde) e a Hass (cor roxa).

A árvore, o abacateiro, atinge até 15 ou 20 m e cresce melhor em climas quentes.

A graviola ou pinha da Guiné-Bissau (Annona muricata) é uma planta originária das Antilhas, onde se encontra em estado silvestre. Prefere climas úmidos, baixa altitude, e não exige muito em relação a terrenos.

A graviola é uma árvore de pequeno porte (atinge de 4 a 6 metros de altura) e encontrada em quase todos os países tropicais, com folhas verdes brilhantes e flores amareladas, grandes e isoladas, que nascem no tronco e nos ramos.

Os frutos tem forma ovalada, casca verde-pálida, são grandes, chegando a pesar entre 750 gramas a 8 quilogramas e dando o ano todo. Contém muitas sementes, pretas, envolvidas por uma polpa branca, de sabor agridoce, muito delicado e considerados por muitos semelhante à fruta-do-conde.

Há diversos estudos sobre a anonacina, o composto da graviola que teria efeitos anticancerosos. No entanto, esses estudos foram somente realizados in vitro ou in vivo em animais, não existindo ainda nenhum estudo clínico, em humanos.

Por outro lado, o consumo freqüente de graviola está associado ao aparecimento de parkinsonismo atípico em certas regiões do Caribe

A carambola (Averrhoa carambola; Oxalidaceae) é o fruto da caramboleira, uma árvore ornamental de pequeno porte, de flores brancas e purpúreas, largamente usada como planta de arborização de jardins e quintais.

Originária da Índia, e muito conhecida na China, foi introduzida no Brasil em 1817.

Plantada em quase todo o território nacional, começa a produzir frutos em torno de quatro anos de existência, dando em média duzentos frutos, podendo durar de cinquenta a setenta anos.

A fruta parece uma estrela quando cortada e tem cinco gomos.

De sabor agridoce, cor variando do verde ao amarelo, dependendo do grau de maturação, rica em sais minerais (cálcio, fósforo e ferro) e contendo vitaminas A, C e do complexo B, a carambola é considerada uma fruta febrífuga (que serve para combater a febre), antiescorbútica (que serve para curar a doença escorbuto - carência de vitamina C, e que se caracteriza pela tendência a hemorragias) e, devido a grande quantidade de ácido oxálico, estimulador do apetite.

Seu suco pode ser usado para tirar manchas de ferro, de tintas e ainda limpar metais. Sua casca é utilizada como antidesintérico, por possuir alto teor de tanino - cujo poder adstringente pode prender o intestino.

Pode ser consumida ao natural ou no preparo de geléias, caldas, sucos e compotas. Cortada em fatias e deixada no fogo brando com açúcar, fica quase da mesma consistência e sabor do doce de ameixa-preta. Na Índia e na China são bastante consumidas como sobremesa, assim como as flores e os frutos verdes, que são utilizados nas saladas.

Pessoas portadoras de insuficiência renal não podem comer carambola, pois esta fruta possui uma toxina natural que não é filtrada pelo rim destas pessoas, ficando retida no organismo e atingindo o cérebro, podendo levar inclusive à morte. Os sintomas de intoxicação são crise de soluços, confusão mental, convulsões e coma. Portadores de diabetes devem consultar o médico antes de comer, pois podem sofrer de insuficiência renal e não saber.

A pera é o fruto (na verdade pseudofruto) comestível da pereira, uma árvore do género Pyrus L., família Rosaceae, e uma das mais importantes frutas de regiões temperadas. Como as maçãs, a fruta da pêra é um pomo.

Possui quantidades razoáveis de vitaminas B1, B2 e Niacina ou B3, todas do Complexo B, que regulam o sistema nervoso e o aparelho digestivo que fortifica o músculo cardíaco essenciais ao crescimento, evitam a queda dos cabelos e sanam alguns problemas de pele.

Ainda contém vitaminas A e C e sais minerais incluindo o sódio, potássio, cálcio, fósforo, enxofre, magnésio, silício e ferro.

É muito apreciada por suas propriedades nutritivas e pelo delicado sabor.

Ideal para regimes, devido ao seu baixo valor calórico (cerca de 53 calorias por cada cem gramas de fruto). É um bom complemento alimentício, tanto na formação dos ossos, dentes e sangue como mantêm o equilíbrio interno e o vigor do sistema nervoso, devido a sua leveza e textura e de fácil absorção pelo organismo e tratamentos cardíacos.

Tem muitas fibras, por isso é boa também contra a prisão de ventre, inflamação do intestino e bexiga.

Para não escurecer depois de cortada, deve ser respingada com limão.

Por requerer um clima quente para produzir fruto, já que as pereiras não são tão resistentes ao frio como as macieiras, tem a safra no mês de janeiro, porém existe pêra importada de fevereiro a setembro.

Há milhares de variedades domésticas de pêra. Em áreas tropicais, a palavra pêra pode também ser utilizada para denominar abacate (Persea americana), fruto que não tem parentesco com as verdadeiras pêras.


A fruta-pinha ou ateira (Annona squamosa) é uma planta da família Annonaceae, com 4 m a 6m de altura, muito ramificada. É uma planta de clima tropical a subtropical, que não tolera temperaturas muito baixas.

Produz um fruto muito semelhante ao da Annona coriacea (fruta-do-conde), tipo baga, quase esférico e recoberto de escamas verdes, com peso médio entre 200 e 400g. Contém muito açúcar, portanto não é recomendado para quem faz regime de amagrecimento. Pode ser consumido ao natural ou em forma de sucos, doces ou sorvetes.

A manga é o fruto da mangueira (Mangifera indica L.), uma árvore frutífera da família Anacardiaceae, nativa do sul e do sudeste asiáticos desde o leste da Índia até as Filipinas, e introduzida com sucesso no Brasil, em Angola, em Moçambique e em outros países tropicais.

O nome da fruta vem da palavra malayalam manga e foi popularizada na Europa pelos portugueses, que conheceram a fruta em Kerala (que conseguiram pelas trocas de temperos).

As mangueiras são grandes e frondosas árvores, podendo atingir entre 35 e 40 metros de altura, com um raio de copa próximo de 10 metros. Suas folhas botânicas são perenes, entre 15 e 35 centímetros de comprimento e entre seis e 16 centímetros de largura.Quando jovens estas folhas são verde-folha. As flores são diminutas, em inflorescências paniculadas nas extremidades dos ramos. São tantas que seu perfume é sentido a boa pertice.

As sementes, quando plantadas em solo fértil e bem irrigado, podem germinar com facilidade e originar novas árvores de crescimento rápido nos primeiros anos. Desta forma a mangueira tem se disseminado pelas formações vegetacionais nativas no Brasil, e apresentam uma ameaça à vegetação nativa quando sua cultura não tem o manejo adequado.

A manga é uma fruta de coloração variada: amarelo, laranja e vermelha, sendo mais roseada no lado que sofre insolação direta e mais amarelada ou esverdeada no lado que recebe insolação indireta.

A polpa é suculenta e muito saborosa, em alguns casos fibrosa, doce, encerrando uma única semente grande no centro. As mangas são usadas na alimentação das mais variadas formas, mas é mais consumida ao natural.

Uma manga fresca contém cerca de 15% de açúcar, até 1% de proteína e quantidades significativas de vitaminas, minerais e anti-oxidantes, podendo conter vitamina A, vitamina B e vitamina C.

Graças à alta quantidade de ferro que contém, a manga é indicada para tratamentos de anemia e é benéfica para as mulheres grávidas e em períodos de menstruação. Pessoas que sofrem de cãimbras, stress e problemas cardíacos, podem se beneficiar das altas concentrações de potássio e magnésio existentes que também auxiliam àqueles que sofrem de acidose. Também há relatos de que as mangas suavizam os intestinos, tornando mais fácil a digestão. Na Índia, onde a manga é a fruta nacional, acredita-se que as mangas estancam hemorragias, fortalecem o coração e trazem benefícios ao cérebro.

A nespereira (Eriobotrya japonica) é uma espécie vegetal da subfamília Maloideae, da família Rosaceae. Apesar do nome, é originária do sudeste da China. É também chamada de ameixa-amarela no Brasil.

É uma árvore pequena, com uma coroa circular e um tronco curto. Pode crescer até 10 m de altura, mas é geralmente menor, com cerca de 3 a 4 m. Suas folhas são alternadas, simples, de 10 a 25 cm, verde-escuras, de textura rígida e com a borda serrilhada.

As árvores de nêspera são fáceis de crescer e, por isso, elas também são cultivadas como árvores ornamentais.

Diferente das demais árvores frutíferas, suas flores aparecem no outono e início do inverno e seus frutos amadurecem no final do inverno e início da primavera.

As flores têm cerca de 2 cm de diâmetro, são brancas, com cinco pétalas, produzidas em cachos com três a dez flores.

As frutas da nespereira são ovais, com uma casca aveludada e macia de cor amarelo-alaranjada, às vezes rosada.

A polpa é suculenta e doce ou ácida, dependendo da variedade e maturação da fruta. Cada fruta contém de 3 a 5 sementes de cor marrom.

A nêspera deve ser preferencialmente descascada para o consumo: a casca é fina e pode ser facilmente puxada quando a fruta está madura.

A nêspera possui alto teor de açúcar, acidez e pectina.

Um tipo de nêsperas em calda é usado na medicina tradicional chinesa como expectorante para acalmar a garganta. Nêsperas podem também ser usadas para fazer licor ou vinho.

Como a maioria das plantas relacionadas, a semente e as folhas mais novas são levemente venenosas por conterem uma pequena quantidade de glicósidos cianogénicos que produzem cianeto quando digeridos, mas a pequena concentração e o sabor amargo geralmente previnem que uma quantidade suficiente que possa fazer mal seja consumida.

A nêspera foi introduzida no Japão, onde se adaptou em tempos muito antigos, e tem sido cultivada lá por mais de mil anos. Ela também se adaptou bem na Índia e em muitos outros locais. Acredita-se que os imigrantes chineses levaram a nêspera até o Havaí.

O Japão é o maior produtor de nêsperas, seguido de Israel e Brasil; nêsperas também são produzidas na Turquia, Líbano, Grécia, sul da Itália, Portugal, Espanha (onde a maior produção de nêsperas é na cidade Callosa d'en Sarrià), no sul da França e norte da África.

O pêssego é uma fruta originada da China que tem um valor nutritivo de vitaminas muito grande.

O período de safra de pêssegos é de novembro a janeiro.

O pessegueiro (Prunus persica) é uma pequena árvore, nativa da China, de folhas alternas e serreadas, flores roxas e drupas pubescentes, comestíveis e com propriedades aperitivas e digestivas.

A infusão das folhas e sementes é calmante e as flores são usualmente utilizadas como laxante suave.

O pêssego tem baixo teor calórico, e é rico em fibras importantes para o bom funcionamento do intestino. Em menores quantidades aparecem a vitamina B5 (Niacina) e o mineral Ferro.

É indicado para qualquer tipo de dieta, porém é desaconselhável para pessoas de aparelho digestivo delicado.

A nectarina (Prunus persica var. nucipersica, família Rosaceae) é uma espécie de pêssego, lisa (sem pêlos), de caroço livre. É uma planta de clima temperado, produzida no Sul e Sudeste do Brasil, especialmente Rio Grande do Sul e São Paulo.

Produto de uma mutação genética do pêssego, é originária da China e melhorada na América do Norte. Ela é rica em pectina, vitamina A, niacina e fonte razoável de vitamina C e potássio.

Graças à pesquisa agronômica passou a ser economicamente viável produzi-la em regiões subtropicais. Chile e Argentina são grandes produtores da fruta.

É rica em retinol (vitamina A), niacina (vitamina B3) e potássio e, ainda, em menor quantidade, ácido ascórbico(vitamina C).

A vitamina A é indispensável para a proteção da vista, conserva a saúde da pele e auxilia no crescimento.

A Niacina é uma vitamina bastante importante, pois atua juntamente com outras substâncias na digestão, além de estimular o apetite.

E a vitamina C dá resistência aos tecidos e age contra as infecções.

Seu período de safra é de outubro a novembro.

O jambolão (Syzygium cumini Lamarck), também conhecido como jamelão, pertence à família Myrtaceae, que inclui também espécies de outras frutas tropicais bastante consumidas no Brasil como a goiaba (Psidium guajava L.) e a pitanga (Eugenia uniflora L.).

Originário da Índia, o jambolão adaptou-se muito bem às condições de solo e clima do Brasil, tornando-se espécie subespontânea na região Nordeste.

A árvore frondosa produz pequenos frutos ovóides, que são roxos quando maduros, parecidos com uma azeitona. O sabor é suave, sem aroma característico forte, embora um pouco adstringente ao paladar.

O chá das folhas e das sementes da espécie também é muito conhecido na medicina popular indiana, principalmente pelos efeitos hipoglicemiantes.

A coloração roxa da polpa dos frutos apresenta um grande impacto visual devido à presença de antocianinas, pigmentos antioxidantes hidrofílicos também encontrados em frutas como a uva (Vitis sp.) e o “blueberrie” (Vaccinium sp.), que apresentam como vantagem a alta solubilidade em misturas aquosas. Entretanto, a coloração arroxeada provoca mancha nas mãos, tecidos, calçamentos e pinturas de carros, tornando-o pouco indicado para preencher espaços públicos.

A adstringência da polpa de jambolão deve-se à presença de taninos, compostos fenólicos de alto peso molecular, que também estão presentes em frutas como o caju (Anacardium sp.) e a banana (Musa sp.) verde. À medida que as frutas amadurecem, geralmente ocorre uma redução da adstringência, que é atribuída à perda de solubilidade do tanino. Porém, em pequenas proporções ou em combinação com outros componentes do alimento, a adstringência pode contribuir para um sabor desejável, como em vinhos feitos com cultivares de uvas pigmentadas. Os taninos, quando ingeridos em grande quantidade, podem precipitar proteínas, inibir enzimas digestivas e afetar a absorção de vitaminas e minerais; por isso, ainda podem ser considerados nutricionalmente indesejáveis.

A amora é o nome popular da fruta oriunda das amoreiras, cujo nome generico é Morus, nativas das regiões temperadas e subtropicais da Ásia, África e América do Norte, sendo que a maioria das espécies do género é asiática.

Originárias da Ásia, as amoreiras foram, provavelmente, introduzidas na Europa por volta do século XVII. No Brasil, a amoreira - em especial a negra - cresce bem em toda parte, podendo ser encontrada de forma subespontânea em praticamente todas as regiões do país.

Trata-se de árvores de porte médio que podem atingir cerca de 4 a 5 metros de altura, possuem casca ligeiramente rugosa, escura e copa grande.

As folhas têm coloração mais ou menos verde, com uma leve pilosidade que as torna ásperas. As flores são de tamanho reduzido e cor branco-amarelada.

As plantas do género Broussonetia, intimamente relacionado com o Morus, são também vulgarmente conhecidas por amoreiras, nomeadamente a Amoreira de papel (Broussonetia papyrifera).

As amoreiras crescem bem em todo o Brasil e Portugal e apresentam crescimento rápido, adaptando-se a qualquer tipo de solo, preferindo os úmidos e profundos.

Frutifica de Setembro a Novembro no Brasil, e de Maio a Agosto em Portugal.

As amoras são frutos pendentes, de coloração vermelho-escura, quase preta, quando maduros, com polpa vermelho-escura comestível. A coloração de seus frutos varia de acordo com a espécie à qual pertencem e conforme o seu grau de maturação.

As espécies de amoreira mais cultivadas são

Morus rubra, que produz a amora-vermelha

Morus alba, amora-branca e

Morus nigra, amora-preta

Se a amoreira-branca é a preferida na criação do bicho-da-seda, que se alimenta de suas folhas, a amoreira-negra costuma ser a preferida para o consumo alimentar humano, pelo sabor mais pronunciado de seus frutos que são, também, mais volumosos. Além disso, a amoreira-negra é árvore de características ornamentais pois, apesar de não alcançar muita altura, sua copa, de folhas abundantes, proporciona boa sombra.

Todas as amoras são ricas em vitamina C e caracterizam-se por sua forma típica, gerada a partir do agrupamento de vários e minúsculos frutos que se unem formando uma polpa rica em água e açúcar. As amoras são geralmente consumidas ao natural e podem ser servidas também com creme de chantilly; são igualmente deliciosas quando utilizadas no preparo de tortas, sorvetes, compotas, geléias, doces cristalizados ou em massa, ou transformadas em vinhos, licores e xaropes.

A caja manga - Spondias dulcis Forst. (S. cytherea Sonn.) - também é conhecida por cajarana, originária da Ilha do Pacífico, presente em quase todo território brasileiro, em especial no nordeste.

A árvore do cajá-manga pode atingir até 15 metros de altura.

O fruto tem formato cilindrico com 6 a 10 cm de comprimento, 5 a 9 cm de diâmetro e pode pesar até 380g. Fruto de casca lisa e fina, que possui coloração amarelo brilhante, muito aromático e de polpa suculenta, de sabor agridoce e ácido quando maduro, com endocarpo revestido de espinhos (macios) irregulares. É uma fruta rica em fibras. É muito utilizada no preparo de sucos, coqueteis, licores e sorvetes.

A propagação pode ser feita através de semente ou estacas de ramos.

Mamão, papaia ou ababaia é o fruto do mamoeiro ou papaeira, árvores das espécies do gênero Carica, especialmente de Carica papaya.

Em Angola e Moçambique utilizam-se os termos mamão / mamoeiro para identificar o fruto mais arredondado, identificando papaia / papaeira com o fruto mais alongado e mais adocicado. São bagas ovaladas, com casca macia e amarela ou esverdeada. Sua polpa é de uma cor laranja forte, doce e macia. Há uma cavidade central preenchida com sementes negras e rugosas, envolvidas por um arilo transparente.

Mamões são consumidos in natura, em saladas e sucos.

Antes da maturação, sua casca apresenta um látex leitoso que deve ser retirado antes do consumo. Este látex contém substâncias nocivas às mucosas, sendo usado, inclusive, culinariamente, como amaciante de carnes. Tem um alto teor de papaína, uma enzima proteolítica, que é usada em medicamentos para tratamento de distúrbios gastrointestinais e para reabsorção de hematomas.

Originalmente do sul do México e países vizinhos, é atualmente cultivada na maioria dos países tropicais e nos Estados Unidos, onde foi introduzido primeiramente na Flórida, Havaí, Porto Rico, e nas Ilhas Virgens.

O consumo do mamão é recomendado pelos nutricionistas por se constituir em um alimento rico em licopeno (média de 3,39 mg em 100 g), vitamina C e minerais importantes para o organismo. Quanto mais maduro, maior a concentração desses nutrientes.

A banana é uma pseudobaga da bananeira, uma planta herbácea vivaz acaule da família Musaceae (género Musa - além do género Ensete, que produz as chamadas "falsas bananas").

As bananas constituem o quarto produto alimentar mais produzido no mundo, a seguir ao arroz, trigo e milho. São cultivadas em 130 países. São originárias do sudeste da Ásia, sendo actualmente cultivadas em praticamente todas as regiões tropicais do planeta.

Vulgarmente, inclusive para efeitos comerciais, o termo "banana" refere-se às frutas de polpa macia e doce que podem ser consumidas cruas. Contudo, existem variedades cultivares, de polpa mais rija e de casca mais firme e verde, geralmente designadas por plátanos, banana-pão ou plantains, que são consumidas cozinhadas (fritas, cozidas ou assadas), constituindo o alimento base de muitas populações de regiões tropicais.

A maioria das bananas para exportação são do primeiro tipo, ainda que apenas 10 a 15% da produção mundial seja para exportação, sendo os Estados Unidos da América e a União Europeia as principais potências importadoras.

As bananas formam-se em cachos na parte superior dos "pseudocaules" que nascem de um verdadeiro caule subterrâneo (rizoma ou cormo) que chega a ter uma longevidade de 15 anos ou mais. Depois da maturação e colheita do cacho de bananas, o pseudocaule morre (ou é cortado), dando origem, posteriormente, a um novo pseudocaule.

As pseudobagas formam-se em conjuntos (clusters) que se agrupam até cerca de vinte bananas em "pencas". Os cachos de bananas, pendentes na extremidade do falso caule da bananeira, podem ter 5 a 20 pencas e podem pesar de 30 a 50 kg.

Cada banana pesa, em média, 125g, com uma composição de 75% de água e 25% de matéria seca. São uma fonte apreciável de vitamina A, vitamina C, fibras e potássio.

Ainda que as espécies selvagens apresentem numerosas sementes, grandes e duras, praticamente todas as variedades utilizadas na alimentação humana não apresentam sementes, como fruto partenocárpico que é.

A goiaba é o fruto da goiabeira, árvore da espécie Psidium guajava, da família Myrtaceae.

O fruto é constituído de uma baga, carnoso, casca verde, amarelada ou roxa, com superfície irregular, cerca de 8 centímetros de diâmetro.Em seu interior há uma polpa rosada, branca ou dourada, contendo dezenas de pequenas sementes duras, mas que podem ser ingeridas sem problemas. Somente as variedades de polpas brancas e vermelhas são comercializadas.

As 4 sépalas da flor estão normalmente presentes em uma das extremidades da goiaba.

Existem duas variedades: a branca, de casca esverdeada e interior amarelo-esverdeado pálido e a vermelha, de casca amarelada e interior rosado.

Algumas moscas utilizam a goiaba para depósito de seus ovos. As larvas dessas moscas são popularmente chamadas de bicho-da-goiaba.

As goiabas são consumidas principalmente in natura ou em forma de doce, chamado goiabada. Compotas, geléias e sucos também são comuns.

São muito ricas em vitamina C, com de 180 a 300 miligramas de vitamina por 100 gramas de fruta (mais do que a laranja ou o limão).

No Brasil, o maior produtor mundial de goiabas vermelhas, são produzidas frutas para a indústria (variedades "paluma" e "rica", entre outras) e para consumo in natura (variedades "sassaoka" e "pedro sato", entre outras), com a maior parte da produção concentrada no estado de São Paulo e no entorno do rio São Francisco (Nordeste), na região das cidades Petrolina/PE e Juazeiro/BA.

A goiaba não é ácida e, assim, pode substituir o tomate na confecção de molhos salgados e agridoces, mas sobretudo para pessoas com restrições à acidez deste último.

Essa fonte de saúde é utilizada em diferentes produtos derivados, tais como goiabadas, doces, compotas, sucos, sorvetes e molhos salgados e agridoces. Conhecida por ter muita vitamina C, apresentando a goiaba vermelha níveis dessa vitamina de 4 a 5 vezes superiores aos da laranja, possui quantidades razoáveis de vitaminas A e do complexo B, além de sais minerais, como cálcio, fósforo e ferro.

De um modo geral, não tem muito açúcar e quase nenhuma gordura, sendo indicada para qualquer tipo de dieta e, de preferência, deve ser comida crua. É contra-indicada apenas para pessoas que tenham o aparelho digestivo delicado ou com problemas intestinais.

O araçá é encontrado em uma árvore pequena, tipo arbusto de até 8 metros, tronco com casca lisa, acastanhada a cinza, que se desprende em placas finas.

As folhas são simples, alternas, coriáceas e glabras, pequenas, medem de 5 a 10 cm de comprimento por 3 a 6 cm de largura, avermelhadas quando jovens.As flores são hermafroditas, pequenas, brancas-esverdeadas.

É uma fruta pequena, tipo baga, arredondada, de cor amarelada, predominando o alaranjado e o amarelo-claro. Polpa esbranquiçada, adocicada, sendo pouco ácida, suculenta, aromática e adocicada. Contêm muitas sementes reniformes em seu interior. Os frutos atraem muitas espécies de pequenos pássaros.

A fructificação ocorre na primavera e verão.

Fruto do araçazeiro, o araçá tem o seu sabor lembrando um pouco o da goiaba, embora seja um pouco mais ácido e de perfume mais acentuado. Tem, também como a goiaba, a polpa macia e cheia de sementes sendo, porem, a maioria de suas variedades comuns menos carnuda e menos valiosa economicamente. É usado no preparo de sorvetes e refrescos e também de um doce muito parecido com a goiabada.

O araçazeiro é utilizado em várias aplicações. Seus frutos de sabor delicioso são consumidos ao natural ou usados como ingrediente na produção de doces, sorvetes e bebidas. Suas folhas e os brotos novos fornecem matéria corante. Suas raízes são tidas como diuréticas e antidiarréicas. A casca pode ser utilizada para a aplicação em curtumes.

Quanto ao aspecto nutritivo, o araçá possui vitamina A, B, C, além de altas taxas de proteína e carboidratos.

A laranja é o fruto produzido pela laranjeira (Citrus x sinensis), uma árvore da família Rutaceae. A laranja é um fruto híbrido, criado na antiguidade a partir do cruzamento do pomelo com a tangerina.

O sabor da laranja varia do doce ao levemente ácido. Frequentemente, esta fruta é descascada e comida ao natural, ou espremida para obter sumo.

As pevides (pequenos caroços duros) são habitualmente removidas, embora possam ser usadas em algumas receitas. A casca exterior pode ser usada também em diversos pratos culinários, como ornamento, ou mesmo para dar algum sabor. A camada branca entre a casca e as gomas, de dimensão variável, raramente é utilizada, apesar de ter um sabor levemente doce. É recomendada para "quebrar" o sabor ácido da laranja na boca, após terminar de consumir o fruto.

A laranja doce foi trazida da China para a Europa no século XVI pelos portugueses. É por isso que as laranjas doces são denominadas "portuguesas" em vários países, especialmente nos Bálcãs (por exemplo, laranja em grego é portokali e portakal em turco), em romeno é portocala e portogallo com diferentes grafias nos vários dialectos italianos .

Esta fruta é riquíssima em vitamina C, que tem como principais funções auxiliar o organismo na resistência às infecções, formação dos ossos e dentes, cicatrização das feridas e queimaduras, dá vitalidade às gengivas, evita hemorragias e conserva a mocidade, enfim, reforça as defesas do organismo contra todas as agressões.

Contém também quantidades consideráveis de Cálcio, Fósforo e Ferro. O Cálcio atua na formação dos ossos e dentes, coagulação do sangue e construção muscular. O Fósforo ajuda também na formação dos ossos e dentes e na absorção da glicose (principalmente para nutrir o cérebro, evitando fadiga mental). O Ferro faz parte do sistema produtor de energia e leva às células o oxigênio que os pulmões respiram.

A vitamina C, elemento nutritivo mais importante da laranja, se oxida e se perde com facilidade. Para que isso não aconteça, e se possam aproveitar melhor suas qualidades nutritivas, deve-se observar alguns cuidados como: consumi-la no ponto certo de maturação; só descasque se for consumi-la imediatamente; se for cortar, só use faca de lâmina de aço inoxidável (outros metais atuam sobre a vitamina).

A laranja corrige a excessiva acidez do organismo; é estimulante do sistema circulatório, combatendo a inflamação das veias; e ativa o trabalho das glândulas segregadoras de suco gástrico, facilitando, desta maneira, a digestão e funções intestinais. Aos enfermos de gota e diabéticos, recomenda-se esta fruta, pois é rica em sais minerais e substâncias neutralizantes, influindo favoravelmente na eliminação do ácido úrico.

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